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"Espiritismo" brasileiro, a doutrina do "ouvi dizer"

Já repararam que boa parte dos dogmas do Espiritolicismo, são na verdade consagrados pela difusão boca-a-boca, sem qualquer tipo de estudo ou análise? 

O Espiritolicismo, nome que poderia ser dado a essa forma destrambelhada de Espiritismo que predomina no Brasil graças ao não estudo das obras kardecianas e a inserção de um monte de enxertos estranhos, em sua maioria Católicos (Chico Xavier e os fundadores da FEB eram dissidentes católicos), além da pieguice doentia que trava o cérebro e cega corações, tem dogmas totalmente surgidos "do ar", difundidos e espalhados através de palestras e conversas entre gente comum.

Apesar dos livros psicografados (e não-psicografados também, além dos pseudo-psicografados - como há coisa!) serem superestimados e aceitos sem qualquer tipo de verificação de autenticidade de seu conteúdo, boa parte dos dogmas se consagra pelo prestígio de centros, personalidades, espalhados de pessoa para pessoa, como uma regra social.

E aí é aquela coisa: "ouvi tal médium dizer", "o palestrante disse que", "o espírito ditou", etc. Tudo aceitado cegamente, com irresponsabilidade total. Como se o prestígio de quem disse pudesse servir de confirmação lógica para os dogmas. Dogmas que na verdade são difundidos como se fizessem parte de uma fofoca.

E desta forma, toda a deturpação da doutrina segue intacta, impedindo a compreensão da obra doutrinária original e travando ainda mais a evolução espiritual das pessoas, principalmente a de seus supostos seguidores.

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