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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

A infeliz retomada do "Espiritismo brasileiro

Diz a sabedoria que erros devem ser eliminados logo no início, pois crescidos e multiplicados, se tornam difíceis de serem eliminados. E o "Espiritismo" brasileiro se mostra um câncer cada vez mais difícil de se combater.
O "Espiritismo" brasileiro surgiu fundado por dissidentes católicos que acreditavam em reencarnação e que estavam insatisfeitos com os excessos da igreja dos padres. Resolveram fundar a Igreja dos Espíritos, seguindo dogmas sugeridos pelo dissidente católico por Jean Baptiste Roustaing, contrariando Allan Kardec, seu objeto de bajulação, que queria que o Espiritismo original fosse uma ciência e não uma seita como está sendo até hoje.

Foram 131 anos de muitos erros acumulados. Um período muito longo capaz de consagrar estes erros como "acertos". Finalmente convertido em uma igreja estranha, o "Espiritismo" brasileiros tem tido papel importante no travamento intelectual de seus seguidores, criando um novo tipo de fé cega que se ali…

A diferença entre o "Evangelho no Lar" e um estudo sério da doutrina

Não adianta negar. O que os brasileiros conhecem como "Espiritismo" na verdade não passa de um Catolicismo light que acredita em espíritos e em reencarnação. Muitos dos dogmas e ritos do "Espiritismo" brasileiro são diretamente importados do Catolicismo, com algumas alterações. E um desses ritos é o chamado Culto ao Evangelho no Lar
Criado supostamente para "estudar a doutrina", o tal "culto" na verdade é um ritual, algo que é totalmente reprovado pelo Espiritismo original. O culto se assemelha a uma novena, onde em uma data fixa (não existe data fixa para o Espiritismo original), familiares se reúnem para ler mecanicamente o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, mas analisando de acordo com os dogmas da versão chiquista (de Chico Xavier) da doutrina. Ou seja, sem o aprofundamento intelectual necessário.

O culto é feito com um excessivo formalismo e começa e encerra com orações, como se fosse uma mini-missa no lar. mas difere muito d…

"Você e a paz": um engodo ecumênico

Hoje a noite, como em todo 19/12 de cada ano, acontece o evento Você e a Paz. Criado para ser supostamente um movimento para estimular a paz entre as pessoas, na verdade não passa de uma missa ecumênica para celebrar o Natal. Inclui membros de várias religiões, sobretudo cristãs e a liderança do evento sempre cabe ao médium-estrela Divaldo Franco, um dos maiores deturpadores da Doutrina Espírita, apesar de ser bastante carismático.
O evento não deveria ser levado a sério, pois, como falei aqui, não passa de uma missa ecumênica. Depois de anos sendo realizado na praça do Campo grande, em Salvador, Bahia, o evento tem sido bastante inútil na transformação das pessoas, pela pieguice e pelo proselitismo religioso que apesar de ecumênico (inclui várias seitas), nada tem de laico e muito menos de racional.

A paz de fato só será conquistada com o desenvolvimento intelectual, com o divórcio definitivo da fé (que é sinônimo de credulidade) e do desprezo aos dogmas religiosos que na verdade são l…

O difícil combate ao Pseudo-espiritismo na Bahia

Graças ao estudo sério das obras de Kardec, percebemos que muitas coisas que se apresentam em nome do Espiritismo no Brasil não passam de enxertos e distorções. Nos últimos anos, graças a internet, está havendo uma dedicada luta para o resgate da filosofia original kardeciana e a recusa desses acréscimos inúteis que só prejudicam a compreensão da doutrina.

Em vários estados temos combatentes: no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, Fortaleza e alguns outros, encontramos pessoas dispostas a estudar melhor o Espiritismo e eliminar definitivamente a fé cega de algo que surgiu como ciência, após muitas e muitas pesquisas.


Mas em um estado, onde vivi durante anos, a Bahia, o festival de distorções resultante da não leitura adequada das obras de Kardec (embora haja um puxa-saquismo em torno dele) ainda se mantém forte e muito longe de acabar. E há um forte motivo para isso.

Os maiores médiuns estrelas são da Bahia


O motivo tem nome. Ou melhor: dois nomes: Divaldo Franco e José M…