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Mostrando postagens de Setembro, 2015

O esperanto e o mito da Torre de Babel

Eu havia falado recentemente sobre o esperanto e o grande interesse do Espiritolicismo (forma deturpada do Espiritismo que ainda é forte no Brasil). Uma coisa que eu não havia reparado e foi alertada pelo meu irmão é que o interesse desse "Espiritismo" caricato e algumas religiões cristãs pelo idioma pode estar relacionado com o mito da Torre de Babel e com a utilização do idioma como forma de confraternização universal, o que parece ser uma bobagem. Segundo meu irmão, o interesse das religiões pelo esperanto pode representar uma tentativa de reverter o que aconteceu no mito da Torre de Babel.

Como uma pessoa formada em Letras (embora não tenha vocação nesta área - sou mais um administrador por vocação), sei que a estória da Torre de Babel não passa de uma lenda a entreter quem gosta de acreditar em mitos. Idiomas não surgiram desta forma, mas como religiões são mitologias, lendas ganham status de "fatos". Mas vamos conhecer a lenda para tentar entender isso.
A lenda…

Esperanto, pode ficar esperando...

Uma discussão em uma comunidade - realmente - espírita no Facebook (espírita, não chiquista da FEB), me fez pensar em escrever um tópico falando sobre o esperanto. Apesar de não ter sido criada para o "Espiritismo" brasileiro (assim como o latim não foi criado para o Catolicismo), os seguidores da FEB e de Chico Xavier são os maiores difusores do esperanto, pelo menos no Brasil dos dias de hoje. Tal como o latim foi para os católicos, os pseudo-espíritas pretendem fazer o mesmo com o esperanto.
Não vou aqui me alongar sobre o que é o esperanto. Coloco a disposição este link para vocês conhecerem melhor sobre a língua. Vou me limitar aqui a falar da relação entre este idioma criado artificialmente e o Pseudo-Espiritismo, falando dos aspectos do esperanto que se relacionam com a forma deturpada de Espiritismo que é erroneamente difundida no Brasil.

Criada para facilitar a comunicação entre falantes de diferentes idiomas, o esperanto acabou se tornando personagem de um fantasioso…

Não somos brasileiros. Estamos brasileiros. E um dia deixaremos de ser

O patriotismo na verdade é um sentimento materialista. Se ainda temos que cultuar símbolos cívicos e amar um pedaço de terra é porque ainda estamos atrasados e não temos a condição de entender que a nossa verdadeira pátria é o universo em toda a sua extensão. Somos limitados e infelizmente somos educados a sentirmos felizes nesses limites.

Não dá para entender porque muitos que se dizem espíritas se afirmam patriotas e ainda tremem quando ouvem o Hino Nacional que, cá pra nós, é bem rebuscado, prolixo e seu conteúdo está bem aquém e além da realidade de nosso país. Temos um hino cuja letra é pura ficção e ainda endeusamos a mesma.


Adorar símbolos cívicos pode até parecer bonito, mas convenhamos: o que há de respeitoso em adorarmos pedaços de pano, escudos de metal, e um hino sem sentido, além de um monte de areia, se ainda não aprendemos a amar a verdadeira riqueza de nosso país: as pessoas que vivem nele?

Do contrário que muitos "espíritas" lunáticos pensam, o Brasil não está …