Vai ficar complicado para Divaldo Franco após o caso da farinata de João Dória

Embora todos estão com um cuidado detalhado para tentar proteger Divaldo Franco de sua reputação após ceder o evento que lidera, o "Você e a Paz" para o lançamento do estranho alimento conhecido como "farinata", não há um argumento lógico que preserve toda a mitologia construída em torno do líder "espírita" e suposto médium.

Analisamos algumas hipóeteses que poderiam servir de justificativa para alguém considerado como uma divindade viva, com embutidas qualidades de sabedoria perfeita e bondade infinita, embora a prática tenha provado que tais qualidades senão inexistentes, residem no suposto médium de forma rudimentar.

Vamos imaginar algumas situações e verificaremos que em nenhuma delas Divaldo consegue salvar a sua reputação de "perfeição máxima", tendo se conformar com o prestígio de uma mera liderança que é simpática a seus seguidores.

1. Divaldo não conhecia João Dória e sua farinata:
- Mito derrubado: o de paranormal conhecedor de tudo

Divaldo Franco cedeu seu evento para o lançamento da farinata por um político (que não se considera político, mas faz politicagem como ninguém) e que poucos dias antes estava envolvido em vários escândalos por causa de sua atuação mais do que confusa diante da prefeitura de São Paulo.

Talvez na tentativa de se redimir, Dória, como um bom publicitário, decidiu lançar uma campanha supostamente filantrópica que se caracterizaria por um estranho alimento batizado de "farinata". Segundo Dória, além de supostamente alimentar os mais pobres, aproveitaria alimentos que seriam descartados, que seriam processados nesta forma de alimento. 

Investigações levaram muitas suspeitas ao estranho alimento, tanto pelo mistério em torno de sua fabricação como o envolvimento de empresas suspeitas no processo e distribuição. Após inúmeras críticas e acusação de segregação (obviamente o próprio Dória não trocaria seu caviar pelo troço que ele lançou).

Só que para piorar ainda mais o episódio, Dória foi convidado para lançar o engodo no evento liderado pelo "espírita" Divaldo Franco, que ainda homenageou o prefeito, sabe-se la porquê.  

Como é que um homem que é considerado uma divindade viva e portador de superpoderes capazes de identificar o caráter de uma pessoa de forma automática, não viu que estava diante de um picareta e de seu projeto ainda mais picareta, acusado de ter matado várias pessoas em sua fase de testes, em uma instituição paulista.

Sem conhecer Dória, Divaldo contraria seu prestígio de sábio conhecedor de tudo através da paranormalidade. Os espíritos supostamente superiores foram incapazes de avisar Divaldo sobre a cilada ou o suposto médium não é paranormal coisa nenhuma, oferecendo o evento em troca de algum possível benefício e reconhecimento público.

2. Divaldo conhecia Dória e seu projeto:
- Mito derrubado: o de homem comprometido com o bem estar da humanidade

Imaginemos que Divaldo conhecesse Dória, inclusive seus escândalos, inclusive a "farinata". Divaldo, neste caso, age como cúmplice de Dória e dos corruptos por trás da fabricação e distribuição do engodo, derrubando o mito de bondade infinita.

Sabendo de todo o episódio, Divaldo mostra a incompetência total em sua capacidade de filantropia, ao apoiar um alimento sem origem segura e que serviria de um alimento segregador, pois seria uma forma de alimento a ser dada aos pobres, diferente da que é dada às classes que organizaram o evento.

Nutricionistas haviam garantido que o alimento ofendia a dignidade do povo pobre, que teria como única forma de alimento algo de origem desconhecida (o que poderia sugerir falta de cuidados e de higiene) e que nunca seria consumida pelas elites que apoiaram o evento.

Com esta hipótese, Divaldo se assume como cúmplice de João Dória e das elites presentes no evento e as envolvidas com a criação do alimento.

3. Divaldo queria utilizar o evento para divulgar seu trabalho de filantropia:
- Mito derrubado: o de humildade e falta de interesse pessoal

Divaldo poderia ter convidado o prefeito, independente da opinião que o suposto médium tem do prefeito paulistano, para dar visibilidade aos seus projetos de filantropia e de conseguir algum tipo de ajuda ou de projeção.

Mas com isso, Divaldo age por interesse próprio esperando que a associação de seu nome a um político que além de governar (de forma incompetente, bom destacar) a maior cidade da América Latina tem um certo poder midiático, possa alavancar projetos do suposto médium na capital paulita.

Mesmo assumindo o risco de associar seu nome a álguem com a reputação duvidosa, como comprovou fatos ocorridos antes do lançamento da "farinata", Divaldo mandou chamar o prefeito para participar do evento sem fazer qualquer tipo de cobrança. Lideranças "espíritas" nunca cobram nada das autoridades, esperando delas apenas prêmios, o que derruba o mito de responsabilidade social associado frequentemente com as lideranças "espíritas".

Como veem, Divaldo Franco decidiu encerrar a sua carreira da pior forma, se associando a João Dória, alguém que vem sendo esculachado até hoje pelos seus inúmeros erros e trapalhadas, cujo desejo de se tornar presidente da República teve que ser abortado pela falta de coisas positivas a mostrar em sua campanha. 

Conheça o novo amiguinho de Divaldo Franco


Saiba quem é João Dória, o prefake que odeia pobres e que é o novo amigo do "sábio" e "filantropo" Divaldo Franco, este o "enviado de Deus" de nível altamente superior e que "tem resposta para tudo e solução para todos os problemas". Ciro conhece João Dória muito bem.

"Espiritas" decidem se afundar junto com João Dória

João Dória está com a reputação mais do que destruída. Após ver desmentida sua fama de "bom gestor" através de uma empresa improdutiva que só serve para marca encontros de empresários, mostrando que o real talento de Dória é na publicidade e não na Gestão, o prefeito de São Paulo, eleito na onda neo-conservadora de 2016, se afunda cada vez mais após abandonar literalmente a cidade para se ocupar de uma natimorta campanha presidencial para 2018. Afinal, quem elegeria para presidente do Brasil um prefeito que abandonou a maior cidade do país?

E os "espíritas", que abandonaram toda a ideologia compilada cautelosamente por Allan Kardec, trocando por um código de moral mais que duvidoso, acrescido da medonha Teologia do Sofrimento, que alega que o caminho mais rápido para a evolução espiritual é através da dor, por maior e mais insuportável que ela seja, caindo e nítida decadência, se aliam ao decadente João Dória para se manter e obter algum benefício.

Dória se utilizou dos "espíritas" para lançar o que ele chama de "ração humana". Bom, o que é a "ração humana"? É um engodo processado que une uma mistura de alimentos sem procedência informada, vários fora do prazo, para ser entregue como "alimento" aos mais carentes. Especialistas reprovaram a tal "ração" e classificam sem medir palavras de uma "lavagem de porco processada", pois não passa de um alento processado com restos de comida.

O lançamento da gororoba ocorreu na edição paulista do evento "Você e a Paz", comandado pelo líder "espírita" Divaldo Franco, famoso por "saber tudo". Sabemos que o "Espiritismo" brasileiro apoiou o golpe e se agarrou de uma vez só à Teologia do Sofrimento após ver as medidas anti-humanas aprovadas por Temer e seus parlamentares sendo aprovadas. 

O apoio de Divaldo a uma gororoba reprovada por nutricionistas mostra a irresponsabilidade de uma liderança que é tida como "o homem vivo mais evoluido intelectualmente e moralmente da humanidade atual". Divaldo, como sempre faz com autoridades, nunca fez qualquer tipo de cobrança a Dória, pois até os postes da cidade sabem que Dória é ua farsa e abandonou a cidade para cuidar de seus interesses pessoais.

É uma vergonha ver que a doutrina que sempre fingiu ser progressista (fingimento que blinda os "espíritas" perante os esquerdistas, que nunca falaram mal da falsa doutrina) apoia iniciativas horrendas como esta, achando que lavagem de porco processada (com o que, nem se sabe) poderá salvar os mais pobres. Quando se sabe que a ideologia política seguida por Dória tem como objetivo matar pobres para que somente os rico permaneçam no planeta. Há algo de podre nesta ração.

O que podemos concluir é que com o apoio de Divaldo a uma medida tão nefasta, tira a mascará de "tutor da humanidade" e "sábia liderança humanitária", pois quem realmente é sábio, ao invés de apoiar uma iniciativa tão nefasta, puxaria a orelha de Dória, cobrando porque ele não faz mais pela sociedade inteira, criando meios para que todos sejam dignos através de uma melhor distribuição de renda, bens e direitos?

Como o apoio ao golpe e aos golpistas, o "Espiritismo" brasileiro desmente seu dogma de evolução regeneradora e isolada em sua realidade paralela, afasta cada vez mais seguidores e se prepara para um fracasso retumbante que promete extinguir de vez a Igreja dos Espíritos na qual se transformou.

O inevitável fim do "Espiritismo" brasileiro

A medida em que a sociedade desenvolve a sua capacidade de discernimento, muitas coisas vão se revelando. Se pensavam que aquilo que os brasileiros se acostumaram a chamar equivocadamente de "Espiritismo" iria revelar coisas boas neste ínterim, pode ir tirando o cavalinho da chuva. A máscara linda da seita dos papalvos definitivamente cai e a verdadeira face mostrada nada tem de linda.

Foram mais de 100 anos de muita ilusão, dogmas contraditórios, piegas ilusões, racionalidade muito mal utilizada e lideranças que se consideravam as maiores do universo. Neste longuíssimo tempo, a doutrina que se vendia como "revolucionária" nada fez pela sociedade, que está cada vez pior, mais ignorante, mais egoísta e completamente irresponsável, capaz de gerar os piores danos, como está sendo comprovado nos últimos anos. 

O Brasil se tornou um dos países mais atrasados do mundo e desejar que governe o planeta, como queria uma de suas maiores lideranças, é de uma imensurável tolice. Mesmo que a deturpação tenha começado ainda na França, com o irresponsável Jean Baptiste Routaing e trazida, já deturpada, para o Brasil pelo político Bezerra de Menezes, podemos responsabilizar Chico Xavier, o maior símbolo da seita dos papalvos, pelos danos feitos à doutrina. Xavier agiu como vândalo e arruinou de forma violenta aquilo que deveria ser uma ciência da não-matéria, hoje convertida em uma alucinada igreja de dogmas irracionais, autêntica fonte de ilusões.

Mas pelo jeito as pessoas vão aos poucos percebendo os erros graves presentes no "Espiritismo" brasileiro e se afastam aos poucos de obras, de centros "espíritas" e de lideranças. Seus absurdos, suas contradições e o jeito piegas com que trata a maneira de como devemos agir diante dos desafios do cotidiano, mostram que a seita de papalvos nunca passou de uma farsa. Farsa completamente oposta ao Espiritismo original surgido após as pesquisas sérias de Allan Kardec, intelectual reduzido hoje a mero objeto de bajulação pelos "espíritas" brasileiros.

Por outro lado, no Brasil, sua maior liderança, o superestimado Chico Xavier, acaba de ser desmascarada após profunda análise de suas obras, que foram escritas de fato pelo próprio "médium", e não ditadas por espíritos, pois o conteúdo e a redação sempre foram os mesmos, seja qual for o espírito supostamente atribuído como "autor". A desculpa esfarrapada de "linguagem universal do amor" contradiz violentamente a doutrina original, codificada por Kardec e distorcida por Roustaing (este sim o enrustido mestre dos brasileiros). Significa que, para brasileiros, traços de personalidade não permanecem no espírito.

Uma seita liderada por um farsante não poderia ser avançada nem durar muito. Até que durou demais. Mais de 100 anos de ludibriamento e muitas almas enganadas. Mais de 100 anos de completa incompetência na missão de transformar a humanidade para melhor. Muito tempo - e muito dinheiro - perdido que poderia ter sido gasto de forma mais responsável e útil. O "Espiritismo" brasileiro não apenas jogou no lixo as oportunidades perdidas como resolveu também se jogar no lixo como um verdadeiro fracasso doutrinário, incapaz de fazer algo relevante para o mundo.

O "Espiritismo" brasileiro acaba de entrar na UTI. Seu atestado de óbito já está assinado. Seu fim está certo. Sem uma nova liderança e com a credibilidade abalada por anos de deturpação, de ilusão e de erros dogmáticos graves e contraditórios, a seita não tem mais condições de sobreviver. Seu alardeado suposto altruísmo se mostrou precário e ineficaz. Há mais de 100 anos nunca sai dos 2% de seguidores declarados. Seu fim se torna definitivamente uma viagem sem volta.

Diagnóstico: Confirmada a morte do "Espiritismo" brasileiro. Com um detalhe: sem qualquer chance de reencarnação.

Bondade, a Escrava da Fé

Achamos interessante reproduzir este texto que encontramos em um site da internet. Ele deve ser lido com atenção e ajuda a entender porque mesmo tendo a religiosidade como hegemônica, o Brasil ainda mantém velhas injustiças e continua totalmente incapaz de resolver seus problemas mais simples, preferindo medidas paliativas e alucinadas na tentativa de fazer o bem.

BONDADE, A ESCRAVA DA FÉ

(Autor: Petrônio Vieira)

Num mundo governado pelo Ódio, no qual a Fé é a primeira-ministra, a Bondade é, desta, sua escrava. Enquanto a Fé tem com colaboradora a Pós-Verdade, instituição resultante da fusão da Mentira, da Mitificação, da Persuasão e da Desculpa, fazendo com que a Lógica e o Bom Senso sejam reprimidos e façam o trabalho forçado de só atuarem para legitimar atitudes, abordagens ou pontos-de-vista retrógrados ou injustos, a Bondade é isolada no cativeiro da Religião.

O Ódio passeia pelos vários cantos do "mundo virtual", e a Fé, sustentáculo da Religião, embora reprovasse o Ódio, acaba se compactuando com ele, pois a Pós-Verdade, a mega-instituição que combina mentiras e persuasões conectadas com a mania de argumentar o ilógico e o injusto. A Fé busca então apelar a um novo colaborador, o Apelo à Emoção, conhecido pelo nome de Ad Passiones.

O Ad Passiones embeleza medidas retrógradas, injustas ou paliativas - quando tenta trazer benefícios, mas eles são muito poucos em quantidade e muito fracos em qualidade - , dando à Pós-Verdade uma reputação divina, transformando a Fé numa vedete e a Religião numa tábua de salvação. A Bondade se reduz a uma serviçal, que pouco pode fazer senão dar publicidade e prestígio à Fé, à Religião e, principalmente, à Pós-Verdade, déspota que submeteu a si a Lógica e o Bom Senso, que tiveram seus recursos de argumentação e convencimento roubados por ela.

A Pós-Verdade tem sua segurança, a Mentira Confortadora, que distorce a Realidade em troca de premiar os crédulos com a Esperança. Investe num ser disforme, a Bênção, amiga tão conhecida da Fé. A Bênção ninguém diz que aparência tem, que forma, que perfil, mas todos acham bela de todo jeito, como se quisessem ter intimidade e devoção a um desconhecido.

E a Bondade, que poderia ter sua atuação livre e ampla, fica escrava a esses entes. Vê a Lógica e o Bom Senso em suas celas, como prisioneiros da Pós-Verdade, que com sua comparsa, a Visibilidade, seleciona quem deve ou não influenciar as pessoas, pouco importando o caráter ou a qualidade de seus atos, intenções e opiniões. A Pós-Verdade criou uma animosidade da Visibilidade com a Lógica e o Bom Senso. Assim, a Visibilidade passou a colaborar para promover a futilidade e o supérfluo como se fossem coisas essenciais.

A Bondade, coitada, só faz poucas ajudas. Ela está a serviço da Fé, que prefere o Mito à Realidade, e da Religião, executora dos devaneios da Fé. A Bondade mal ajuda uns poucos necessitados, e o "benfeitor" da ocasião, o Ídolo Religioso, já festeja demais com uma projeção já conquistada com sua oratória, um habilidoso espetáculo de belas palavras, que de tão enfeitadas parecem combinar malabarismo e balé.

Quando a Bondade trabalha, o Ídolo Religioso se envaidece com os poucos resultados obtidos. Ele arranca aplausos e lágrimas de comoção da plateia, enquanto apenas meia-dúzia de pessoas carentes recebem apenas uns parcos benefícios. O Ídolo Religioso, que pela sua projeção poderia cobrar das elites do Dinheiro e do Poder, recursos para ampliar os trabalhos da Bondade, prefere elogiá-las até para receber das mesmas medalhas e condecorações.

Mas o Ídolo Religioso é um coreógrafo das palavras. Ele é um admirável servidor da Pós-Verdade. Tenta explicar sua condescendência com as elites com um discurso pretensamente conciliador, belíssimo na forma. Alega que as elites já ajudam lhe fornecendo prêmios e homenagens diversos, da mesma forma que os aristocratas ajudam se sentando para ouvir a oratória do Ídolo Religioso.

Com isso, a Bondade não pode atuar livremente. Ela serve a uma instituição da Religião. Mesmo quando entra nas redes sociais da Internet, a Bondade, embora em tese anunciada como livre e de atuação ilimitada, é tratada como se fosse a serva da Fé, como se ela, servindo a esta e à Religião, só tem sentido quando apoia a supremacia do Mito sobre a Realidade, e admite que a Lógica e o Bom Senso, reprimidos, sejam prisioneiros da Pós-Verdade, lhes dando a ela técnicas de argumentação e convencimento que só justificam ações retrógradas, injustas e restritivas.

Coitada da Bondade. Tão adorada, porém tão maltratada. Tão bajulada, mas submetida a tantos desserviços. Escrava da Fé, a Bondade está a serviço do Mito e não da Realidade. Submete-se a promover a vaidade do Ídolo Religioso, que mais comemora do que ajuda. É explorada pela Pós-Verdade, justificando suas práticas abusivas. Compartilha dos suplícios da Lógica e do Bom Senso, forçados a oferecer a fórmula de argumentação e convencimento à Pós-Verdade.

Em muitos casos, a Bondade, na sua condição de Escrava da Fé, é patrulhada pelo Ódio que, juntamente com a Pós-Verdade, atua nas redes sociais da Internet organizando um exército de internautas que cometem práticas abusivas contra quem não concordar com essa estrutura desigual que transforma a Bondade numa serviçal menor, apenas como escudo para uma série de valores obscurantistas e retrógrados em andamento. Como é difícil ser Bondade num mundo tão radicalmente injusto.

Adversários tradicionais e críticos recíprocos uns dos outros, "espíritas" e neo-pentecostais se unem na onda de ódio conservador

Um fenômeno interessante acontece no Brasil de hoje. Dois grupos religiosos conservadores, mas que se acostumaram a criticar um ao outro, resolveram se unir, sem assumir nem perceber, sob o mesmo ponto de vista equivocado nesta triste onda de ódio neo-conservador. Bom lembrar que ambos se consideram "do bem" e falam "em nome do amor".

Tanto os espíritas (de Allan Kardec), os "espíritas" (de Chico Xavier) e os neo-pentecostais e alguns evangélicos em geral, assumiram uma postura altamente preconceituosa contra pessoas que defendem ideais progressistas e uma maior justiça social. 

Não raramente agem de forma agressiva, lançam mão de calúnias e difamações e demonstram indispostos a qualquer foma de diálogo, acusando seus opositores sob o mais repugnante falso testemunho, provando que dependendo dos interesses, as lições de Jesus, mestre de ambas as tendências, podem ser literalmente jogadas no lixo.

Para legitimar sua agressividade ignorante, resultante da falta de raciocínio estimulado pela fé cega já presente em suas crenças, inventaram que seus opositores seriam uma "ameaça" a sociedade e que suas agressões são "formas de se defender contra quem é nocivo".  A capa de religiosidade reforça esta mentira, pois não há nada mais anti-cristão que desejar o mal a quem quer que seja.

A indisposição ao diálogo e a severa acusação sem comprovação a quem não concorda com estes grupos religiosos mostram que a cristandade de ambos não passa de mera fachada para que a sua evidente loucura seja legitimada. 

Temerosos de um inimigo inexistente (o suposto "comunismo", tão real quanto o diabo que alegam combater), estes grupos acabam por arrancar de si a máscara de bons e mesmo se auto-rotulando "homens de bem" não conseguem convencer ninguém, pois não dá para ser "do bem" desejando mal aos outros.

Robson Pinheiro exalou ódio onde deveria haver amor

Há um lema nas religiões cristãs que pede para não julgar. Robson Pinheiro, médium que escreveu vários livros de relativo sucesso, resolveu ignorar esta máxima e escreveu livros que demonstram um ódio irresponsável anti-esquerda acusando de criminosos, sem análise, sem provas e sem ouvir o outro lado, políticos democráticos, mas alheios a suas convicções pessoais, numa atitude de fazer Jesus de Nazaré ficar com imensa vergonha.

Após escrever o verdadeiro lixo literário O Partido, na tentativa de "jogar na conta dos espíritos" a mentira infelizmente difundida e repetida, nos moldes do nazista Goebbels, que criminaliza os integrantes do Partido dos Trabalhadores e aliados. Este livro já foi o suficiente para dar a sua "contribuição divina" para estragar a reputação da esquerda e Pinheiro quis mais. Escreveu outro que sugere que o Foro de São Paulo, grupo que reúne os esquerdistas do estado, seja uma máfia. 

Robson Pinheiro, além de demonstrar completo desconhecimento dos bastidores do sistema político (ué, mas a espiritualidade que o acompanha, não enxerga além da matéria?), comete uma atitude nada cristã. Aponta o dedo para os petistas, sem dar oportunidade de réplica, e diz: "você é criminoso porque sim e ponto final", sem ter provas, mas apenas convicções. Pinheiro deve ter encontrado no evangélico Dallagnol a sua alma gêmea, ambos cristãos que adoram desobedecer Jesus Cristo.

O autor comete uma grave ofensa a esquerdistas, além de demonstrar clara ignorância e se unir ao coro dos conservadores mais raivosos, oferecendo "embasamento espiritual" para a onda de rancor infantil e irresponsável contra o Socialismo, algo que foi defendido por Leon Denis, que enxergou afinidade entre ele e o Espiritismo, fato extremamente correto. Mas Robson Pinheiro deve estar preparando uma tese de que Leon Denis foi pago pelo PT para escrever os textos que originaram o livro Socialismo e Espiritismo.

Como todo conservador rancoroso, Pinheiro inverte o sentido do altruísta Socialismo e do sádico Capitalismo. Para ele, os capitalistas é que são os benfeitores e "responsáveis" pela "missão" de "regenerar o planeta". É, dá para ver como estamos regenerando. Regenerando tudo de ruim que havia nos tempos mais nebulosos do Medievalismo e do mais escravocrata Capitalismo colonial.

Mas Robson Pinheiro me trouxe um certo alívio por duas coisas: 
1) seus livros estão restritos ao seu público alvo, de repercussão limitada. Mesmo os coxinhas que não seguem a doutrina ou a sua versão deturpada, não se interessariam por um livro religioso. Cairá no esquecimento. 
2) Pinheiro acaba desmascarando as fantasias surreais de "suposta transformação planetária" da versão deturpada da doutrina, forma praticada no Brasil, administrada pela FEB e consagrada na figura de Chico Xavier, que como Pinheiro, era conservador e apoiou a ditadura na sua pior fase.

A versão deturpada do "Espiritismo", esta forma de Catolicismo híbrido que só se lembra de Allan Kardec na hora de se legitimar, vive anunciando que "entramos numa nova era", que "estamos em regeneração", que "os tempos são outros" além de outras sandices e muito blá-blá-blá. Chegam a essa conclusão através de dogmatismo e fé cega, ignorando os verdadeiros fatos da realidade e os detalhes importantes presentes nestes fatos. 

Mas Pinheiro não deixa de estar coerente com a sua doutrina, já que ele é membro desta versão deturpada, cuja maioria dos seguidores é formada pelas elites que tem horror de ver pobres em posição de liderança, fazendo de tudo para que um loiro, branco, rico e graduado e com fala elegante, mesmo sendo mentiroso, corrupto e ganancioso, pudesse ocupar a presidência. 

Não por acaso Pinheiro (ou seu "mentor", se considerarmos sua mediunidade legítima) batizou o benfeitor como "Miguel" numa corruptela do nome do atrapalhado presidente golpista Michel Temer, um irresponsável (punido pela justiça eleitoral) que não para de causar estragos com as decisões suas e de sua equipe de incompetentes.

Robson Pinheiro não conhece política e deveria parar de escrever livros desse tipo se ele quiser ser visto de forma séria até mesmo na versão deturpada do "Espiritismo", que é a que domina no Brasil. O verdadeiro Espiritismo (sem aspas) de Allan Kardec não oferece espaço para gente como Robson Pinheiro, um coxinha que inseriu o ódio na doutrina que se considera "de amor".

Se ele quiser vender os livros e ganhar muito dinheiro com eles (como fazem os "elevados" capitalistas que ele defende), que isso seja feito. Mas esquece ele que os fatos vão mostrar que ele e sua equipe espiritual de fascistas do passado estão errados e que os vilões do livro dele se mostrarão os verdadeiros heróis e vice-versa. 

Mal sabe Pinheiro que a verdadeira quadrilha está do lado que ele apoia, pronta para dar o bote no momento da menor distração.

Com estabilização do governo Temer, aumentam textos "espíritas" pedindo para aceitar sofrimento

O golpe infelizmente foi instaurado e com ele um violento retrocesso que irá, sob pretexto abstrato de resolver a "crise e acabar com a corrupção", nos devolver problemas sanados há tempos. Mas pelo menos uma coisa boa serviu o governo golpista que começa a cometer seus abusos: tirar a máscara do que os brasileiros conhecem como "Espiritismo", classificada pelo sábio José Herculano Pires como "A Seita de Papalvos".

Rejeitando na prática a racionalidade kardeciana, embora a assuma da boca para fora, o "Espiritismo" brasileiro conseguiu se transformar em uma seita cristã igual as outras, com fé cega, dogmas absurdos e personalidades divinizadas que "nunca erram". 

A falta de racionalidade no "Espiritismo" brasileiro é tanta que, diante da incerteza do governo sádico que se instala através de uma ditadura sem vergonha, lideranças "espíritas", ao invés de se reunirem para propor soluções prática para resolver os problemas do país, resolvem cruzar os braços, pedir aos outros que orem e autorizar a publicação de textos e mais textos estimulando o masoquismo presente na Teologia do Sofrimento defendida pela deturpação brasileira, mas recusada pela fonte original kardeciana.

Interessante como tem aumentado em blogs, jornais, livros e palestras em centros, textos pedindo para pessoas aguentarem o sofrimento, por pior que ele seja. Até uma cartilha vagabunda contra o suicídio - crime hediondo no dogmatismo "espírita" brasileiro - foi publicada. Fingindo ser a "doutrina da bondade", pratica a maldade de desejar que outros permaneçam presas em seu sofrimento.

É muito mais fácil para estas lideranças do que propor soluções. Solucionar problemas não é tarefa fácil: exige tempo, esforço intelectual e até dinheiro. As lideranças "espíritas" gananciosas e autoritárias como as lideranças de qualquer religião - seitas religiosas existem como forma de poder; se duvida, pergunte a Bancada Evangélica no congresso - acharam melhor lavar as mãos feito a lenda de Pôncio Pilatos e tirar o copro fora se limitando a posar de "intelectuais" a "sabiamente" aconselhar os outros a "se virar" se quiserem sair do sofrimento.

Com isso, além de deixar subentendido o apoio nunca assumido ao golpe de 2016 (lideranças "espíritas" haviam apoiado a ditadura militar de 1964-1985), o "Espiritismo"brasileiro tira a sua máscara de racionalidade e bondade e rompe definitivamente com a responsabilidade social que finge ser a sua base ideológica. 

A cada dia que passa, o "Espiritismo" brasileiro se mostra uma verdadeira farsa. Resultado prático de uma "doutrina" que nunca se empenhou estudar as obras de Allan Kardec. Agora chupa que é de uva!

"Espíritas" se calam diante do caos temeroso que se instala em nosso país

"Espíritas" cristãos, da linha chiquista, se calam diante do novo governo que se instala em nosso país. Satisfeitos por tirarem os desafetos do poder, já que em sua maioria, os fiéis "espíritas" pertencem às elites estabilizadas em sua prosperidade, agora se tranquilizam preferindo falar de amor, paz, esperança e outras pieguices. 

Para esta elite, os governos trabalhistas só servem para os incomodar. E nem adianta justificar a presença de trabalhistas no poder como a responsabilidade social. A noção de responsabilidade social dos "espíritas" é tosca, igual a caridade paliativa que qualquer religião defende. Para muitos "espíritas" já é suficiente que indigentes recebam com relativa regularidade cestas básicas mal montadas que mal duram três semanas.

Nada se lê a respeito das trapalhadas cometidas pelo governo de Temer. Como se este não causasse preocupação nos "espíritas", o que comprova que a racionalidade dos seguidores do superestimado Chico Xavier não passa de um falso mito. Racionalidade se encontra nos cérebros e não nos comprados diplomas da elite gananciosa que domina o país.

Não se vê nenhum "espírita" preocupado com os desgovernos de uma equipe comprovadamente corrupta (do contrário dos petistas, condenados apenas por suposições, no tribunal em que se transformou os telejornais das TVs abertas) e incompetente, que não para de cometer erros grotescos que podem prejudicar o cotidiano de multidões inteiras.

Os "espíritas" se limitam a pedir para orar (que troço mais católico!) ao invés do propor soluções. Temendo que pelas dificuldades emergentes, haja uma onda de suicídios, uma liderança "espírita" lançou uma cartilha vagabunda, pois é o caminho muito mais fácil do que ajudar um suicida em potencial a resolver o seu problema, que exige esforço e dinheiro.

O "Espiritismo" brasileiro se comprova cada vez mais uma farsa. Se esse golpe político que nos enfia em mais uma ditadura serviu para alguma coisa, foi para desmascarar todo o "Espiritismo" brasileiro, claramente incapaz de resolver os problemas cotidianos. 

Se é uma ciência como vivem dizendo a todos os cantos, que tal as lideranças "espíritas" se reunirem para propor soluções lógicas para resolver os problemas do país, usando a racionalidade e não a fé, esta que age como areia movediça a soterrar nossas esperanças? 

Mas não fazem, pois não tem competência para isso. Basta lermos as obras de suas lideranças e assistirmos a palestras (sermões), para percebermos que a racionalidade "espírita" é tão comprovável quanto fios de cabelo em casca de ovo.

O "Espiritismo" brasileiro agoniza. Por nunca cumprir o que promete, perde cada vez mais adeptos e se isola em um mundo da fantasia que só existe em suas obras e nos cultos dentro de centros. Ao se isolar, ignora a realidade, consagrando a incapacidade de resolver os problemas cotidianos, que a cada dia fica mais difícil de negar. 

Caridade paliativa não melhora o mundo. Há muito o que fazer além de cestas básicas, sopas aguadas, agasalhos rasgados e canções de esperança para melhorar as vidas dos mais carentes, abandonados pelo governo golpista que os "espíritas" ajudaram a alçar.

O Golpe comprova o fracasso do "Espiritismo" brasileiro

Os "espíritas" brasileiros vivem dizendo que estamos entrando em uma época de progresso, de avanços, de transformação. Trancados em seus templos (centros) e lendo obras surreais cheias de erros e mentiras, os "espíritas" há tempos se encontram divorciados do mundo real e pretendem julgar a realidade com base em suas ilusões igrejeiras, não raramente invertendo conceitos e soluções.

Eis que um fato ocorrido na manhã do dia 31 de agosto, que depôs, sem comprovação de crimes, uma presidente honesta para colocar corruptos e bandidos no lugar, prova que do contrário que "espíritas" dizem, estamos na verdade caminhando par trás, jogando na incineradora todas as lições que nos fariam melhores do que somos. Estamos dando um gigantesco passo para o passado, retomando valores nocivos vigentes na República Velha e no Brasil Colônia, justamente as épocas onde o "Espiritismo" brasileiro, com seus enxertos católico-medievais, se desenvolvia.

Ver entusiastas das teses que supõem a evolução humana, como Divaldo Franco, sorrindo dá nojo. Se compararmos o que os "espíritas" acreditam com a realidade é notável o caráter hipócrita da versão deturpada da doutrina, que descartou por completo a racionalidade para poder sobreviver num país onde o Catolicismo (e agora, o Protestantismo) influi no poder. Quem conhece a história do "Espiritismo" no Brasil, sabe do que eu estou falando.

Há uma violenta disparidade entre a realidade e o que os "espíritas" acreditam. Inventaram um troço de "Data Limite" baseado em um sonho do hiper-estimado médium Chico Xavier, um beato católico fantasiado de "cientista espírita", que não passa de uma adaptação da lenda do Apocalipse, que segundo fontes seguras, nem fazia parte da Bíblia original. Quase todo o conteúdo de Data Limite entra em contradição com o que acontece na realidade, apesar do empenho de muita gente em inventar teses que o "comprovam".

Na verdade não só não estamos evoluindo como estamos regredindo. O isolamento está nos transformando em seres odiosos e teimosos. O Fascismo cresce assustadoramente no Brasil. A ganância empresarial parece não ter freios e corremos o alto risco de abolir a Lei Áurea (tao bajulada pelos "espíritas"), ressuscitando a escravidão. 

E o mais grave: uma presidente honesta é tirada do poder, através de um golpe escancarado (negado apenas pelos que concordam com o golpe), por corruptos que queriam ver as investigações sendo engavetadas. E muita coisa ruim vem por aí pois faz parte do repertório ideológico dos políticos que agora tomam o poder.

Tudo para os "espíritas" se trancarem em seus centros para fingir que estamos nos evoluindo, usando um reles sonho de um beato católico como "comprovação" disto. É querer fugir da realidade e substituí-la por um fantasioso universo paralelo que serve como um narcótico a anestesiar as nossas mágoa pela realidade que nunca se resolve. Não se resolve porque nós não queremos que se resolva. Fugir dela exige muito menos esforço.

Para mim, é escancarado o fracasso do "Espiritismo" brasileiro, reduzido a mero entretenimento para mentes ociosas e falsa tábua de salvação para quem se recusa a melhorar a realidade. O otimismo de palestrantes "espíritas" só serve mesmo como analgésico. Como ciência a diagnosticar a realidade, o "Espiritismo" comprovou ser um violento fracasso. Quem se apoiar nele vai direto para o despenhadeiro. Sem chance de retorno.

Mentira tem perna curta. Curta, mas que pode andar por muito tempo

Brasileiros adoram mentiras. Mentiras boas, felizes, caridosas, que venham de fontes confiáveis. A realidade é triste, feia e cruel, portant...