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Chico Xavier garantiu que música evoluirá. Com "funk", breganejo e outros lixos?

As "previsões" excessivamente otimistas do tal sonho tido por Chico Xavier diziam que a cultura iria evoluir na época em que estamos. As circunstâncias provam o contrário, mas como o médium é adorado por quase todos, e consequentemente obedecido, vale acreditar em qualquer absurdo para manter o prestígio do irresponsável médium católico que morreu sem entender o Espiritismo da qual era supostamente considerado mestre.

As previsões falam da cultura toda. Mas vamos nos ater à música, onde a degradação é mais perceptível. Com lógica, bom senso e lucidez, despidos da mais sentimental fé religiosa, podemos tranquilamente dizer que Xavier errou feio na suposta previsão. Digo com tranquila responsabilidade que as "previsões" de Xavier para a música são totalmente alienadas e risíveis. Nota zero para o bom velhinho fanaticamente adorado por todos.

Segundo Xavier, a cultura iria evoluir na segunda década do século XXI, onde a música erudita seria amplamente popular e influente. Artistas, tomados da mais sublime inspiração iriam criar obras primas bem evoluídas, de beleza ímpar. 

Bom , se Xavier estivesse se referindo não ao século XXI e sim a década de 60 do século XX até diria que ele está certo, pois nunca, nem antes, muito menos depois, se criou obras de arte tão perfeitas quanto na segunda metade da década de 60, época que considero única na cultura mundial, ode ser intelectual estava na moda e a produção cultural, não somente na musica, alcançava limites de sublimidade nunca vistos em outras eras mais recentes.

Mas o médium ingênuo estava se referindo aos dias de hoje. E o que vemos: a cultura em frangalhos. Em total decadência. Até mesmo os novatos que se dispõem a fazer algo melhor que as tendências dominantes, não consegue ultrapassar os limites da mediocridade. Ou seja, mesmo quem queira fazer algo de qualidade, o resultado sai no máximo mediano. Tudo porque jogamos no lixo as lições aprendidas na segunda metade da década de 60, interrompendo um ciclo que deveria ser natural.

A maioria dos nomes da música de hoje são claramente mercenários. Pessoas incapazes de gerar renda em outros empregos e que descobriram na música um meio de ganhar dinheiro facilmente. E muito dinheiro. Gente que trata a carreira musical como uma profissão, um emprego. Um meio de ganhar dinheiro não para sobreviver, mas para enriquecer e se tornar "melhores que os outros". Música como forma de comunicação e transmissão de conhecimento? Esqueçam. Tudo é festa, música animada pelo tilintar de copos de cerveja e taças de champanhe acompanhados do ruido de caixas registradoras. Diversão por dinheiro, dinheiro por diversão, apenas.

Falso Espiritismo também valoriza música ruim. Ruim, mas sofisticada

Os pseudo-espíritas, por terem o intelecto limitado - sim, limitado, senão não aceitaria essas bobagens escritas pela santíssima trindade Bezerra-Chico-Divaldo, deuses máximos da papalvice - certamente não vai esperar músicas mais evoluídas. 

Os papalvos devotos dessa maluquice que se convencionou em chamar, no Brasil, de "Espiritismo" certamente devem estar pensando que "boa música" são canções chinfrins que falam de amor e que "música erudita" seja aquelas orquestras de bailinho tipo Ray Conniff, robôs como Richard Clayderman e Kenny G, ou o animador de plateias que pensa que é maestro, André Rieu. Quando a mediocridade é feita para as elites, não é considerada mediocridade. Mas quem tem uma sensibilidade maior para a música, sabe que os nomes citados são embusteiros de talento duvidoso a enganar incautos de luxo.

Mas as coisas podem ser piores ainda. E mais graves se lembrarmos que os pseudo-espíritas acreditam naquela bobagem que música ajuda a evoluir as almas (eu prefiro o contrário, que a evolução ajuda a produção musical). Para ingênuos, basta não falar de sexo (coisa tão bonita: porque todo mundo se arrepia diante disso?) e violência para a música ser boa. Será?

Os pseudo-espíritas ainda toleram a música popularesca, feita por músicos não-vocacionados e mercenários, muito mais interessados em usar suas crianções musicais para comprar mansões, carrões e transar com mulheres lindas do que para mandar um recado á humanidade.

Além de ter axezeiros - eu mesmo conheci um, e pessoalmente - e pagodeiros que se tornaram pseudo-espíritas após tentar resolver problemas particulares visitando centros (algo que Kardec não recomenda - se vire para resolver seu problema, seja qual for), um palestrante do evento ecumênico (??!!!) liderado pelo médium e orador pseudo-espírita Divaldo Franco, chamou Leandro e Leonardo, ridícula dupla que destruiu a música rural de "grandes da MPB". Ora é assim que vamos evoluir nossa música. Logo eles que gravaram uma música que fala em "remexer a bundinha" (mão acredite, procure ouvir, com um bom remédio anti-enjoo do lado)?

O cenário musical observado no mundo e mais ainda no Brasil sugere o contrário: domínio da música de qualidade duvidosa ou ruim, feita por mercenários e o crescente desinteresse pela música erudita - por favor, não chame o espetáculo circense de André Rieu de erudição, que não é verdade: aquilo é pura farra elitista! - além da eruditização da música de qualidade (perguntem a qualquer um se Pink Floyd virou coisa de erudito: a resposta será "SIM!"). É porque agora cismaram que música de qualidade  virou "coisa de intelectual", como se o normal fosse ouvir música ruim.

Mais uma vez, a "previsão" delirante de Xavier se mostra errada, pois tudo não passou de um sonho. Sonho como os que qualquer um sonha todas as noites.

Xavier, profeta... Humpf! Se ele não serviu nem para divulgar corretamente o Espiritismo, serviria para prever o destino da humanidade?

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